quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Um poema para minha mãe

Se eu pudesse voltar no tempo e impedir algumas coisas eu voltaria.. mas jamais mudaria o fato de ser sua filha.. 

houve tempo para falar de tudo e sentirmos tudo… 


Eu sou extremamente grata pela sua vida e por vc ser minha mãe.. nosso amor, união, cumplicidade, amizade, cuidado uma com a outra foi uma das coisas mais lindas que vivi..   


Hoje percebo que a senhora preenchia tudo.. nossas vidas, meus dias, minhas horas.. agora tá tdo vazio..  

meu olhar te procura em cada canto da casa, tola eu, vc está em mim!

 

E mesmo que tenha me ensinado tudo, faltou a senhora me ensinar a viver sem sua presença, sem seus abraços e seus beijos.. ah maezinha, já sinto tanta falta..  


Do chão vermelho de Curvelo,

veio um coração inteiro,

trazendo em si a fé da roça

e o sonho plantado em Brasília.


Maria, nome de flor e força,

Raimunda, mulher de raiz profunda.

Teceu com mãos pequenas um mundo imenso

de afeto, cuidado e acolhimento.


Fez da cozinha um altar sagrado —

temperava o arroz com alma,

abria panelas como quem abre os braços,

e ali, nos cheiros e sabores,

oferecia amor sem medidas.


Foi mãe como poucas,

daquelas que curam com um toque,

que entendem o silêncio,

que embalam a vida com mãos de anjo

e olhos de ternura.


Companheira leal, amiga verdadeira,

era presença que aquecia,

voz que acalmava,

colo que acolhia até em pensamento.


Agora, o céu tem cheiro de comida boa,

tem riso doce ecoando na brisa,

tem o seu nome sussurrado no vento

como uma prece,

como saudade que vira poesia.


Obrigada, mãe, por tanto.

Por tudo.

Por sempre.


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